Monday, April 30, 2007
A dívida social e seus credores... uma resposta!
Demógrafos renomados como Paul Ehrlich são freqüentemente criticados quando afirmam que há "excesso de gente no mundo". A idéia (neo)malthusiana parece acertada, pelo menos no caso brasileiro. Mais do que "gente demais", perece que ainda tropeçamos na dissimulação política por aqui. Por exemplo, na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, realizada em 25/04 no senado, foi apresentado o projeto do Sen. Demóstenes Torres, que propõe a ampliação do número de horas oferecidas pelas escolas públicas, projeto chamado de “Escola em Tempo Integral”. A maioria é favorável a aprovação da medida, ainda bem! O impasse está sendo discutido apenas no que se refere à disponibilidade de recursos para implementar a medida. Sim, esta sem dúvida é uma boa discussão. Porém, via de regra, a justificativa gravita em torno do seguinte argumento: “Trata-se de um problema de prevenção e combate a criminalidade”. Talvez os senhores senadores entendam que haverá uma melhoria nas estatísticas de segurança pública, pelo fato de retirar das ruas os menores suscetíveis a iniciar uma vida de crimes. Talvez sim, mas esta medida ainda que percebida como um mecanismo de “afastamento” dos jovens das ruas, provavelmente vai de encontro a um problema "recente" na história do Brasil. Algumas pessoas apontam que a qualidade do ensino no Brasil já foi muito melhor. Deve ser verdade!(?) O fato é que quanto mais se universaliza um serviço, no curto prazo, mais se perde em qualidade, talvez porque a estrutura apresente rendimentos decrescentes. De todo modo, tomemos a primeira justificativa acertada. Segundo a Senadora Ideli Salvatti, “quanto mais se gasta com educação menos se gasta com segurança pública”. É no mínimo estranho a motivação política de cuidar do custeio da escola calcado basicamente na criminalidade. Precisamos sim, de mais investimentos e incentivos para a educação. Sobretudo, precisamos também repensar o ensino público no Brasil. Nesse caso, trata-se do ensino fundamental, e algumas alegações com prazo - por exemplo - “livrar o país de suas conhecidas mazelas até 2022” vão de encontro com a minha percepção de que não haverá mudança significativa no sentido de reduzir a “favelização” dos grandes centros, reprodução da pobreza com maior privação da população de renda mais baixa e dos indicadores de bem-estar. Isto se deve porque, as exigências de especialização para o mercado de trabalho são vorazes, e parece ter um mecanismo autônomo de aceleração. Será que estou me aproximando dos (neo) malthusianos, ou, acredito que o “exército industrial de reserva” é efetivo?! Assim, apenas uma minoria (a mesma?) da população continuaria capaz de arregimentar tais competências. É o caso onde melhora-se a base e se esquece que o topo avança em velocidade maior e com melhor direcionamento. Repensar o ensino é fundamental para melhorar a condição da população menos favorecida. É preciso promover mecanismos de recompensa e promoção social visível, no sentido de funcionar como estímulo a adesão do ingresso no sistema. Se a escola pública é acessível a todos, porém é percebida como um organismo que oferece um produto “de baixa qualidade”, logo é insuficiente para garantir alguma ascensão social. Não me admira que muitos continuam a aderir ao crime, simplesmente por que comparam os benefícios e os riscos de estudar sem vislumbrar uma saída. Por fim, falar de concepção materna/paterna responsável é compreender parcialmente as reais escolhas que tem os que estão na base da pirâmide. Diria que todos respondem mais prontamente a estímulos, principalmente os mais carentes.
A dívida social e seus credores
por Mario Cesar Flores
O Estado de SP, 23 de abril de 2007
Estudo recente da ONU atribui altos índices de desenvolvimento humano a países de população pequena: Noruega, Irlanda, Dinamarca, Suécia e uns poucos mais - entre eles Canadá e Austrália, ambos com população modesta à vista de seus territórios e recursos. Seus padrões demográficos ajudaram a construir aqueles índices e ajudarão a mantê-los no mundo pós-industrial, do conhecimento, incapaz de gerar abundância de empregos. Em países populosos bem sucedidos - EEUU, onde a imigração pesa no aumento populacional, Japão e alguns europeus - a natalidade caiu e há até casos de decréscimo, de que resultarão problemas previdenciários no maior prazo. Como se situa o Brasil no quadro?
Até 30 anos atrás o forte aumento da nossa população era apoiado em duas idéias: a da ocupação territorial inerente à doutrina de segurança nacional da época e a da associação do progresso de país extenso à população grande, vista como mercado interno naturalmente grande. Ambas equivocadas: população grande só ajuda a segurança se atendidos os quesitos de preparo e satisfação social solidária; e o mercado interno só é realmente grande se o perfil de renda assegurar poder aquisitivo à maciça maioria do povo. No Brasil a base da pirâmide, além de mercado precário, é problema social vulnerável à propaganda consumista indutora de necessidades desnecessárias e desvios comportamentais, do endividamento irresponsável ao delito, como fonte de renda para atendê-las.
O aumento da população sem desenvolvimento com qualidade, diferente do mero crescimento econômico útil ao capital e seu trabalho incluído, é socialmente discriminatório, haja vista que decênios de bom crescimento econômico não foram tão felizes no social, culturalmente mediocrizante e ambientalmente predador. Prejudica a união social-nacional (a eleição de 2006 sugeriu isso) em razão das diferenças sociais e regionais, produz migração interna desordenada e favelização aviltante, induz o assistencialismo - anestesia que insensibiliza sem curar as razões de sua necessidade, insustentável por muito tempo -, subverte a religiosidade com fantasias míticas e contribui para a banalização do desrespeito à lei, em clima de hipócrita tolerância societária. Finalmente: fragiliza a democracia porque a massa ressentida tende a ser receptiva ao salvacionismo populista.
Não se trata aqui de preocupação (neo) malthusiana: progresso e produção houve, há e haverá, potencial para população até maior o Brasil tem. Mas reportando ao passado para entender o presente: difícil teria sido o desenvolvimento sadio, combinando liberdade política, crescimento econômico, redução do descalabro social e cuidado ambiental, com a população crescendo além da capacidade de investimento público e privado, de 30 a 180 milhões de 1930 a 2000: educação, saúde, habitação e saneamento, energia, transporte, investimento gerador de empregos, para quatro Argentinas em 70 anos… Políticas corretas e oportunas poderiam ter reduzido as dimensões do problema atual, mas é improvável que o tivessem resolvido de todo.
A natalidade vem caindo há pelo menos 20 anos e já se aproxima de índice razoável, com forte contribuição dos estratos médio e superior da pirâmide social; embora menos, também da base, onde é alta a maternidade precoce. Mas os efeitos do passado fértil prolongar-se-ão por algum tempo, agravados pela exigência de produtividade na economia moderna, que condena o trabalho mal qualificado ao subemprego e à informalidade, comumente exercida na ilegalidade. Mais ainda no processo necessário à redução do hiato que nos separa do primeiro mundo, de ascensão da economia de baixa tecnologia à de maior valor agregado, que precisa de menos gente mais bem preparada - problema só parcialmente superável no número, mantido o requisito preparo, pelo desenvolvimento multiplicador da oferta de emprego.
O atrazo fordista no relógio socioeconômico e seus artifícios por vezes aventados, menos tecnologia e menor jornada de trabalho, com mais gente trabalhando, prejudicam a competitividade e a aproximação do mundo mais desenvolvido, salvo se adotada a contenção dos salários e da proteção social, com risco de turbulência e necessidade de controle autoritário. Poderia a China ser o que está sendo, com eleições, imprensa e reivindicações sociais livres, direito de greve e cultura consumista intensa? A combinação de seu progresso econômico com a redução do aumento populacional e a melhora do nível educacional vai gerar pressão social que, mais dia, menos dia, chegará à revisão do seu modelo autoritário e à maior presença daquelas virtudes democráticas, segurando a economia em ritmo menos intenso do que o atual.
O resgate da nossa dívida social exige ação do Estado na saúde, habitação, saneamento e educação, essa decisiva para o emprego digno no mundo moderno. Mas a ação estatal precisa ser ajudada pela atenção à natalidade e há espaço democrático para campanhas de esclarecimento na escola, mídia e organizações comunitárias, complementadas pela oferta de facilidades anticoncepcionais. Embora o passado deva prosseguir influenciando negativamente por algum tempo, o senso de paternidade / maternidade responsável é indispensável para evitar que o resgate seja prejudicado pela lógica circular perversa, em que o aumento do número de credores cerceia a melhora da situação e pereniza a dívida.
Em suma: a paternidade / maternidade responsável é condição para que no maior prazo o tão falado crescimento possa ocorrer com significativa elevação da qualidade de vida da base da pirâmide e a conseqüente redução do desrespeito epidêmico à lei, das agressões socioambientais e do descompasso entre inclusão política e social – essa, uma redução necessária à cidadania política protegida das injunções da miséria e ignorância, deformadoras do processo democrático.
Friday, March 30, 2007
Nova metodologia do IBGE impacta pouco o risco-País
Estes componentes eram tidos como fundamentais para uma melhor classificação de risco do Brasil. Porém, os mais céticos em relação ao grau de investimento lembram das reformas estruturais (tributária e previdenciária, por exemplo) que ainda não foram realizadas pelo Governo Federal. Na outra ponta, os otimistas destacam que o Brasil demonstrou que pode crescer, apesar da ainda baixa taxa de investimentos diretos no País.
Na opinião de Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, de forma alguma o novo cálculo deve acelerar a obtenção do grau de investimento. “Isso não muda a consistência do crescimento. Mudaria se fosse acompanhado de um movimento de investimento muito forte”, explica. Para ele, os entraves ainda são os gastos altos da máquina pública e a baixa taxa de investimentos.
“O governo gasta demais e a dívida ainda está muito acima da dos países que tem o grau de investimento” , destaca Agostini.
Na contramão do economista está o secretário do Tesouro, Tarcísio Godoy, que acredita na conquista do selo antes do esperado justamente pelos dados atualizados com a nova metodologia de cálculo do PIB. “O crescimento econômico era uma das últimas preocupações que as agências de classificação de crédito tinham em relação ao Brasil”, disse Godoy em entrevista concedida em Londres.
Godoy prevê que a economia brasileira crescerá 4,5 por cento este ano 5 por cento ao ano durante os próximos anos.
Notícia bem-vinda
O analista financeiro do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), Marcel Artoni De Marco, ressalta que não é porque mudou o cálculo que o Brasil está melhor.
“No entanto, a notícia é bem-vinda, pois a nova metodologia tenta espelhar de um modo mais próximo a realidade da economia brasileira”. De acordo com o analista, a grande melhora é na qualidade dos dados. “Como a dívida/PIB era um dos entraves, creio que o País tenha ficado mais próximo do grau de investimento” , pondera.
De Marco considera que os novos dados dão a entender que o País tem uma capacidade maior de crescimento devido a relação de investimento/ crescimento. A explicação é que o PIB cresceu mais, enquanto os investimentos recuaram. “A lógica leva a crer nisto, mas o IBGE pode alterar a forma de calcular o investimento, o que poderia equilibrar os dados”, declara.
As alterações adotadas para o período que vai de 2000 a 2005, divulgadas no último dia 21 de março, fizeram com que o percentual de crescimento fosse corrigido para 3 por cento, contra os 2,6 por cento originais. As correções para 2006, ano em que a economia cresceu 2,9 por cento, serão divulgadas hoje.
Novas emissões
Segundo Godoy, o Departamento do Tesouro brasileiro pretende realizar mais duas vendas de bônus denominados em real com vencimento em 2028 neste ano, o mais longo prazo de vencimento de dívida de renda fixa em moeda local.
“Nosso foco será fomentar mais liquidez para esses bônus”, afirma. Em fevereiro, o Brasil vendeu R$ 1,5 bilhão (US$ 728 milhões) em bônus denominados em real com vencimento em 2028, além de mais R$ 750 milhões de reais do mesmo tipo de título no último dia 20 de março.
“A demanda por bônus denominados em real tem sido forte devido ao fato de os investidores terem a percepção de que os fundamentos econômicos da economia brasileira estão bons”, diz.
Agostini confirma a tendência ao falar da demanda. “Dos títulos soberanos em circulação, 40% são brasileiros. O segundo país nesta lista é o México com 22%”. Na visão do economista, o principal impacto do grau de investimento será sentido no setor financeiro.
Guilherme Manechini
Diário do Comércio & Indústria
Sunday, March 18, 2007
Malabarismo financeiro
Você sabia que o seu investimento pode estar deixando seu bolso mais vazio a cada ano? Pois é. É praxe cobrar do investidor taxas de administração, de corretagem (para aportes em ações ou títulos públicos) e de desempenho (um prêmio ao gestor quando o rendimento supera uma meta). A questão é que algumas instituições cobram mais do que outras. Existem investimentos que estão rendendo menos do que a caderneta de poupança, que tem a vantagem de ser líquida (por não cobrar Imposto de Renda nem taxa de administração) e devolver a CPMF para novos aportes.
O que dificulta a sua análise é que as taxas variam muito em cada instituição e de acordo com o tipo do produto. Segundo Willian Eid Jr., professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), consultor e autor do livro Como Fazer Investimentos (Publifolha) , em uma aplicação muito cara o rendimento líquido pode ser reduzido a apenas 2% ao ano. "Uma rentabilidade de 11% cai para 8,5% se o banco cobrar taxa de administração de 3%", explica Willian. O consultor Luiz Roberto Latini, sócio da G-5 Solutions, de São Paulo, também tem na ponta do lápis a conta do que o investidor pode estar deixando de ganhar. Nos fundos de renda fixa, as taxas oscilam, em sua maior parte, entre 0% e 5%, conforme o volume e o tempo de investimento. "Se o ganho for de 10% ao ano e a taxa 3%, 30% da rentabilidade vai para a instituição gestora", diz o especialista.
Foi pensando no tamanho da mordida da prestação de serviços que o administrador de empresas Carlos Tadeu Pedreira, de 56 anos, dono de uma franquia de academia de ginástica de São Paulo, tomou a decisão de mudar de corretora em 2003. Na época, o clube de investimento do qual participava tinha um custo de 2 800 reais por ano -- 5% sobre o patrimônio de todo o clube. Hoje em uma nova corretora, a Gradual, Carlos Tadeu viu a taxa cair para 2% e o custo anual para 1 200 reais.
Procurados pela VOCÊ S/A, os bancos HSBC, ABN Amro Real, Unibanco, Santander Banespa e as corretoras Socopa, Coinvalores e Link evitaram comentar sobre as taxas cobradas e alegaram férias dos seus principais executivos. Já a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid) justifica que por se tratar de uma associação não pode discutir os preços praticados por bancos e corretoras. Entretanto, a instituição reconhece que existem taxas muito altas e alega que alguns bancos já estão reduzindo suas cobranças. A Anbid, cansada de ser pressionada, prepara uma lista com todas as taxas para divulgar ao mercado ainda neste primeiro trimestre.
Evite Armadilhas
Existem muitos investimentos, como CDB, fundos de renda fixa, DI, fundos de ações, clubes de investimentos, Tesouro Direto, imóveis. Para chegar ao produto certo, você precisa avaliar muito mais do queo histórico de rentabilidade. "A taxação elevada prejudica o investimento no longo prazo e deve ser levada em conta", afirma o administrador independente de investimentos Fábio Colombo, de São Paulo. Para Willian Eid Jr., da FGV-SP, o investidor deve ser ativo. "Em uma mesma instituição existem famílias de produtos com taxas diferentes", diz Fábio Colombo. "Hoje em dia os bancos não têm tanta rigidez e é possível conseguir boas taxas se você as demandar", orienta Luiz Latini, da G-5 Solutions.
Da próxima vez que tiver de optar por um investimento, questione e tente diminuir as taxas. Quando o assunto é o mercado de capitais, lembre-se de que ele é um só para os grandes e para os pequenos investidores. Normalmente, as corretoras cobram taxas menores que os bancos, principalmente se você vai operar por homebroker. Para investir no Tesouro Direto melhor mesmo são os bancos públicos, que são agentes do governo e praticam corretagens menores. Grandes bancos privados cobram taxas para aplicação no Tesouro Direto de oito a 16 vezes maior que os públicos. "Os bancos não têm interesse porque o investidor pode comprar esses produtos diretamente do governo", diz o consultor Fábio Colombo.
Fuja do Mico
Veja o que fazer para não perder dinheiro com o seu investimento:
1 - Procure taxas menores - Só tem um jeito de fazer isso: pesquisando bancos e corretoras
2 - Vá além do lucro - Quando escolher um banco, não fique preso à rentabilidade. Questione todas as taxas cobradas
3 - Nem tudo é igual - Numa mesma instituição pode haver famílias de produtos com taxas diferentes. Informe-se sobre elas
Kathia Natalie
http://vocesa. abril.com. br/edicoes/ 0104/aberto/ dinheiro/ mt_210241. shtml
Até que ponto confiar nos bancos?
Talvez se engane quem pensa que os juros elevados estejam entre os maiores problemas do Brasil. Nossos juros são os maiores do mundo, mas o verdadeiro problema é que o brasileiro aceita pagá-los, gastando com eles, em média, 30% de sua renda mensal. Não trato aqui do brasileiro que investe e empreende, mas sim do consumidor brasileiro que gasta e se endivida. Sim, é provável que você pague muito mais juros do que pensa. Eles estão embutidos nas prestações de sua casa, do carro, dos carnês de lojas e, menos escondidos, no extrato da conta que você deixou no vermelho recentemente.
Poderíamos consumir bem mais se deixássemos de pagar juros. Para isso, bastaria pacientemente poupar para depois gastar. Gastaríamos mais e teríamos um padrão de vida melhor. Já pensou se, ao consultar seu gerente do banco sobre um consórcio de imóveis ou um financiamento, ele lhe orientasse a aplicar recursos por alguns meses até ter condições de pagar um imóvel em construção – ao invés de financiá-lo?
Não é esse tipo de orientação que recebemos de nosso gerente, no banco. Aliás, lembre-se que ele é gerente do banco, e não de sua conta. Já percebeu como ele lhe empurra produtos que lhe causam um desconforto ao analisá-los? A consultoria normalmente oferecida por ele, seja de investimentos ou de produtos de crédito, apenas lhe traz uma alternativa, dentre as diversas que são lucrativas para a instituição, que se aproxima de sua necessidade. Não tem nada a ver com a melhor alternativa para seu bolso.
Nada de errado com a postura do banco, pois esse é o tipo de orientação esperada quando procuramos conselhos de quem vende algo. Você acha que seu corretor de imóveis lhe oferece sempre a melhor alternativa de moradia? Ou que o feirante lhe oferece sempre as melhores frutas da banca? Ou que a vendedora realmente acredita que aquela roupa está com um caimento impecável em você?
Bancos não são vilões do bolso de ninguém. O grande vilão é a falta de conhecimento. O sistema financeiro brasileiro oferece até mesmo a quem tem poucos recursos uma carta de produtos extremamente requintada e eficiente, desde que o cliente saiba pedir o que precisa. Quem não aprender a ler o cardápio, sairá do restaurante reclamando da cozinha, após comer apenas o couvert.
O primeiro passo para utilizar melhor os serviços de seu banco é entender que a agência bancária é uma loja de serviços. Sempre haverá algo muito bom para você, mas não necessariamente o melhor. Haverá produtos ruins também, para clientes menos exigentes. Por isso, o melhor caminho para explorar bem o que o banco tem a lhe oferecer é pesquisar antes, comparar alternativas, consultar os portais de outros bancos na Internet.
Brigue por menos juros e mais limites no cheque especial. Negocie a anuidade de seu cartão de crédito. Questione os custos dos financiamentos antes de aceitá-los. Exija investimentos com menores taxas de administração e carregamento. Questione os critérios de investimento de seus fundos. Pergunte sobre o funcionamento da corretora de valores de seu banco. Os bancos estão brigando ferozmente entre si para captar clientes. Seu gerente irá batalhar para mantê-lo em sua carteira, não tema em apresentar produtos da concorrência na hora de barganhar. Quem tem conta em banco tem uma empresa madura e extremamente eficiente a seu dispor, mas talvez não tenha se dado conta disso. Está na hora de cobrar resultados de quem trabalha para você.
Gustavo Cerbasi (http://www.maisdinh eiro. com.br) é professor dos MBAs da Fundação Instituto de Administração e autor dos livros Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (Ed. Gente).
Monday, December 18, 2006
Lançamento: “GASTO PÚBLICO EFICIENTE”
Um caso brasileiro

Comparando a atual "crise dos aeroportos" com a privatização do sistema de telefonia que ocorreu no passado, o principal impedimento para que o problema atual se resolva, (com a privatização do setor sim! ), perpassa o ambiente político. Esse "detalhe" foi muito bem observado, acredito, no artigo acima. Precisamos amadurecer politicamente, visando soluções práticas e inteligentes, que não encontrem as tradicionais barreiras ideológicas das elites brasileiras. (Sejam elas do PT ou não!) De volta a comparação anterior, quem condenaria a privatização do setor de telefonia, conhecendo de antemão as melhorias e benefícios advindos desse processo? Acredito, somente os ruvinhosos que rondam por ai, sob a égide dos partidos brasileiros. Então, é preciso informar quais os benefícios possíveis sem "patinar" nas discussões de cunho puramente político-ideológico. Ah! Sempre é possível melhorar... mas acredito que melhorar a atuação efetiva das Agências Regulatórias é mais fácil e menos dispendioso do que tentar controlar um setor inteiro com recursos escassos.
Saturday, December 16, 2006
Economist.com
Leisure inequality
Posted by:
Economist.com | NEW YORK
Categories:
Income and poverty
INCOME inequality may be increasing, but income is not the only measure of welfare. Those at the lower end of the income spectrum have growing amounts of time on their hands. In a forthcoming QJE paper Mark Aguiar and Erik Hurst find that, on average, the amount of time devoted to not working (this includes household work) has increased over the last forty years. How do Americans spend their new free time? Overwhelmingly, staring at the idiot box. Reading and socialising have dropped, despite the newfound leisure.
The disparity in leisure time has also increased, though not in the way that anyone would expect. Workers with only a high school diplomas’ weekly leisure time increased by 6.74 hours, while college educated workers leisure time got a measly extra 0.56 hours. Perhaps not surprisingly, it was the college educated who experienced the largest decrease in time spent reading.
Does this mean that income inequality increased only because the poor and middle class work less? Not necessarily; the causation may run the other way. Leisure is a good like any other, and has a positive income effect; as people have more income, they want to consume more of it. Since low-paying jobs tend to be more unpleasant than higher paying jobs (journalism excepted), the income effect may be stronger at the bottom of the wage distribution. Since all income groups have seen real incomes rise over the last forty years, those in the bottom half may simply have decided that since they get paid more, they don’t have to work as much.
On the other hand, the substitution effect predicts that as changes in technology have disproportionably increased the salaries of skilled workers, the better paid are likely to have worked more. People with higher wages have a greater incentive to forgo leisure time. The less skilled face a smaller opportunity cost for their leisure. So they will work less.
Perhaps proponents of the thirty-five hour work week should stop talking about the poor, and focus on the beleaguered wealthy, oppressed by the laws of economics. Come to think of it, most of the people we see advocating for such policies look decidedly upscale . . .
Friday, December 01, 2006
Energia elétrica no Brasil é mais cara!
Por Erich ValePor que o preço pago por cada quilowatt/hora no Brasil é maior que nos "países de primeiro mundo"? Verificando a notícia publicada no portal InfoMoney -reproduzida abaixo- poderíamos apontar algumas razões... Analisando o caso de Minas Gerais, o fato mais relevante, requer que compreendamos que este setor é caracterizado basicamente por um "monopólio puro".
Segundo o sítio da Wikipédia podemos caracterizar o monopólio da seguinte maneira:
Monopólio (um único vendedor) existe quando há um vendedor no mercado para um bem ou serviço que não tem nenhum substituto e quando há barreiras na entrada de empresas que tencionem vender o mesmo bem ou um bem substituto. Estas barreiras protegem o vendedor da concorrência. Tal como no caso de concorrência perfeita os exemplos de monopólio na sua forma pura são raros, mas a teoria do monopólio elucida o comportamento de empresas que se aproximam de condições de monopólio puro. Ter o poder de monopólio significa simplesmente o vendedor ter algum controle sobre o preço do produto. A fonte básica de monopólio puro é a presença de barreiras de entrada (Referidas no início) de onde se destacam: * Economias de escala Empresas novas tendem a entrar em mercados a níveis de produção menores do que empresas estabelecidas. Se a indústria é caracterizada por economias de escala (custos médios decrescem com o aumento no volume de produção), os custos médios da empresa nova serão mais altos do que os custos médios de uma empresa estabelecida. * Patentes Por exemplo as leis das patentes nos EUA permitem a um inventor o direito exclusivo a usar a invenção por um período de 17 anos. Durante este período, o dono da patente está protegido da concorrência. * Propriedade exclusiva de matéria prima: Empresas estabelecidas podem estar protegidas da entrada de novas empresas , pelo seu controle das matérias primas.
Agora vejamos: Em nosso Estado, onde a presença da Cemig predomina, temos mais um fator para analisar e incluir na definição acima. Por exemplo, alguém por aí com capital disponível para fazer frente a Cemig nesse mercado, conseguiria instalar uma hidroelétrica em algum lugar onde as características geográficas fossem favoráveis? Acho que não, pois além dos inúmeros entraves relativos à concessão para participar desse mercado, simplesmente esse lugar não existe mais! Ou se existe, não é tão bom quanto àqueles locais que já são explorados pela nossa concessionária de luz e energia. Então, se trata de um monopólio natural e nesse sentido, existe mais uma barreira à entrada do que normalmente aponta a teoria. Se a definição acima sobre "Poder de Monopólio" estiver certa, temos aqui um caso onde o "vendedor" não tem "algum" poder de influenciar os preços, mas sim "muito" poder para controlar os preços. Desculpe pela imprecisão quando utilizo "algum X muito", porém calcular o tamanho desse poder é outra história, e não quero chatear o leitor tentando demostrar o Índice de Lerner. Basta saber que este indicador reflete exatamente quanto poder uma empresa tem para estabelecer o preço, acima daquilo que seria cobrado em um mercado onde prevalece a concorrência...
Será que vamos voltar a viver à luz de velas? Qual a saída então? Imagine que este poder seja todo exercido. Então, vai chegar o momento que um novo empreendimento alternativo para geração de energia aparecerá, substituindo parcialmente o monopólio estabelecido. O problema é que precisamos conviver com preços altos e crescentes cobradas por quilowatt/hora, até que essa "outra alternativa" seja viável. Triste não? Nesse caso, o final da história não deverá ser muito feliz. Ainda teremos de lidar com a carga tributária embutida no preço cobrado pelas concessionárias de energia. Mas isso também é outra história....
InfoMoney
SÃO PAULO - Já não basta gastar quase 40% do ganho anual com impostos e ainda assim ter de desembolsar mais dinheiro para terceirizar serviços que deveriam ser fornecidos pelo poder público - educação, saúde, segurança. O brasileiro também enfrenta outro problema, que muitas vezes passa despercebido: o alto custo de energia elétrica.
Conforme pesquisa divulgada pela Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), os valores desembolsados pelo usuário brasileiro chegam a ser maiores do que o gasto de famílias de primeiro mundo - em especial, dos noruegueses e norte-americanos.
Entenda
Veja: o preço pago por cada quilowatt/hora em solo brasileiro é de R$ 0,296. Tomando como base o consumo médio de 300 quilowatt/hora por mês, são R$ 88,80 desembolsados por cada residência.
Em países de primeiro mundo, como a Noruega e os Estados Unidos, o preço médio, de acordo com a IEA, é de R$ 0,188 e R$ 0,211 (considerando o dólar a R$ 2,20), respectivamente. Portanto, a conta de energia elétrica que chega às casas de ambos os países no fim do mês é de, ainda na mesma ordem, R$ 56,40 e R$ 63,30.
Mais cara x mais barata
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado brasileiro onde o preço da energia elétrica é o mais caro é Mato Grosso do Sul. A Empresa energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) cobra R$ 0,419. No fim do mês, ainda utilizando como base o consumo de 300 kw/h mensais, a conta chega às mãos dos consumidores no valor de R$ 125,70.
Na contramão está a Jarí S/A, com operações no Amapá e no Pará. O preço por kw/h é o mais baixo do País: R$ 0,238, o que representa R$ 71,40 no fim do mês.
São Paulo e Rio
A Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo tem um preço intermediário para o kw/h, de R$ 0,281, ou R$ 84,30 no final do mês.
No Rio de Janeiro, a Light cobra R$ 0,318, o que equivale a R$ 95,40 mensais.
http://www.msn.com.br/financas/SuasContas/noticia2/default.asp
[BovespaBrasil] Construção do patrimônio: é preciso economizar e investir
Construção do patrimônio: é preciso economizar e investir
O problema que muitas pessoas encontram, depois de anos de trabalho e com a chegada da aposentadoria, é o fato de não terem construído nenhum patrimônio. Elas não contam com bens ou fontes que façam com que não dependam da renda de familiares ou apenas da previdência social.
No entanto, o difícil é a construção deste patrimônio. Gastos descontrolados e despesas que surgem a cada época da vida fazem com que as reservas se vão com mais facilidade do que vieram. Quando se percebe, anos preservando e guardando dinheiro se destroem com a chegada de um imprevisto.
Inflação
Para que você chegue à aposentadoria com independência financeira, é preciso se preocupar com a inflação. Nada adianta passar toda a vida economizando, se a alta generalizada de preços de produtos e serviços - a chamada inflação - põe em risco todo seu patrimônio.
Pense que todo o dinheiro guardado ou investido pode ir embora com a chegada da inflação. Quando os preços aumentam, mas o salário não acompanha, aquela quantia acumulada precisa ser gasta com recursos básicos, como contas de água, energia ou telefone.
O que é o patrimônio?
O patrimônio é tudo aquilo que a pessoa possui, seja os bens da família ou uma herança. Para calculá-lo, basta somar todos os bens que detém, como casas e automóveis, e subtrair dos compromissos financeiros, as famosas contas mensais.
A destruição de um patrimônio pode começar sem que você perceba e, quando menos espera, a quantia guardada ou tudo o que foi construído se vai. Para que isso não aconteça, é preciso ser realista. Sonhar é bom, na medida em que se traça objetivos, mas é preciso saber como alcançá-los e não se deixar levar por planos muito vantajosos, que devem ser suspeitos.
Estabeleça metas, o que é o mais importante. Atente o caminho a percorrer e crie estratégias para chegar ao objetivo. Muitas vezes este trajeto pode ser mudado, mas não se desespere. Pare e repense seu plano. É preciso ser flexível para não perder tudo.
Investimentos
O patrimônio pode ser algum dinheiro guardado ou aplicado, mas também investido em algum bem. Tenha bom senso e não pense em "dicas" para ficar rico da noite para o dia, pois não existem modelos para isso. Se elas fossem verdadeiras, não existiria a pobreza.
Mesmo diante disso, você ainda pode construir um patrimônio sem correr riscos de perder tudo. Para isso, é necessário um plano de investimento e muito calma. Pense em seus objetivos de vida e a melhor carteira (alocação de ativos) para conquistá-los.
Pense que não existe o melhor investimento, aquele em que qualquer pessoa que escolhe sai ganhando. Isso depende de seu objetivo, seja ganhar dinheiro mais rápido e em menor quantidade, para comprar uma casa ou um carro, seja poupar para ter uma aposentadoria tranqüila.
Texto enviado pelo Em nome de Marcos Aurelio Kohler
Enviada em: quarta-feira, 29 de novembro de 2006 20:45)
Alguém aí viu o tutorial do Yahoo?
Como sempre, a resposta é “depende”. Neste caso, depende da sua configuração atual e do objetivo a que se destina o computador, mas quase sempre dá para fazer alguma coisa com a “sucata”. Hoje discutiremos algumas possibilidades de upgrade. Na segunda parte deste tutorial, falaremos de usos alternativos que podemos dar a um micro ultrapassado. Não perca!
Hora de refrescar a memória
Uma das coisas mais simples de se fazer para melhorar o desempenho de um PC costuma ser aumentar sua memória RAM. Quanto maior ela for, menos o micro precisa usar o disco rígido, que é várias vezes mais lento, como “memória virtual”, e mais rápido ele fica – principalmente quando usamos mais de um programa ao mesmo tempo ou editamos imagens e outros tipos de arquivos pesados.
O único problema para aumentar a memória é descobrir o tipo que o seu computador usa e se há espaço para mais. Uma das formas de resolver isso é abrindo o gabinete e olhando lá dentro, mas se você não quiser sujar as mãos à toa, recomendamos o CPU-Z, um programinha gratuito muito útil para saber a configuração exata do seu PC – do modelo do processador e da placa-mãe à velocidade da memória.
Se o seu computador é realmente idoso (da geração dos 386, 486 e primeiros Pentium), deve usar módulos de memória do tipo SIMM. De 30 vias, se for um velho gagá, ou de 72, se for um coroa enxuto (é só contar o número de contatos metálicos do “pente” para saber quem é quem). Ambos estão fora de linha há tempos e são encontrados apenas em ferro-velhos e sites de leilão, sem grandes garantias – é melhor não arriscar.
Computadores mais modernos usam memória DIMM, de 168 vias (metade de cada lado), ou DDR, de 184 vias (novamente, 2 x 92). Os mais novos de todos trabalham com DDR2, de 240 vias, mas se você tem um desses, provavelmente ainda não está pensando em upgrade. Há também a memória RIMM, ou Rambus, mas esta não costuma valer o upgrade.
Descoberto o tipo de memória do seu PC, veja se há encaixes sobrando para espetar mais módulos, use o CPU-Z para descobrir a velocidade dos seus e tente comprar outros iguais ou, se não conseguir, mais rápidos. Se não houver slots livres, avalie a possibilidade de trocar seus módulos por outros de maior capacidade. Para ter bons resultados, o ideal é pelo menos dobrar a quantidade de memória.
Todos precisamos do nosso espaço!
Um upgrade até mais simples que o da memória RAM é a ampliação do espaço em disco rígido (HD), que o computador usa para guardar seus arquivos e programas. E, embora o objetivo principal aqui seja aumentar a capacidade de armazenamento do computador, e não melhorar o seu desempenho, em alguns casos isso também é possível com um disco novo.
A facilidade deste upgrade se deve ao fato de, até recentemente, existir praticamente um tipo de disco rígido para PCs: o padrão ATA conectado na interface IDE ou EIDE. Se o seu micro tem mais de dois anos, seu HD é um desses. Se tem entre um e dois anos, muito provavelmente. Se tem menos de um ano, talvez. É que em 2003 surgiu o padrão Serial ATA (SATA), que aos poucos vem tomando o lugar do ATA tradicional, agora conhecido como Parallel ATA (PATA).
Está em dúvida sobre o tipo de HD do seu micro? Abra o dito cujo (o micro, não o HD, pelamordedeus!) e dê uma olhada no cabo que liga o disco rígido à placa-mãe. Se ele for uma fita chata, grandalhona, geralmente cinzenta e parecida com a que conecta os drives de disquetes e CDs/DVDs, o HD é ATA. Se for fininho, discreto, às vezes até colorido, bem-vindo ao mundo SATA.
E a questão da velocidade? Bom, atualmente existem HDs para computadores de mesa com três velocidades de rotação diferentes: 5400, 7200 e 10000 RPM. Estes últimos são caríssimos, coisa de aficionado mesmo – melhor se limitar aos de 7200 e evitar os de 5400 exceto para máquinas já bem antigas. Outro fator que influencia na velocidade é o cache do disco, que costuma ser de 2MB ou 8MB. O maior é bem mais rápido.
Agora que você já sabe que tipo de HD precisa, é só comprar um novo e pedir para alguém instalar. A instalação em si nem é muito complicada, mas se você nunca fez isso antes, é melhor deixar para alguém que entenda ou esperar um tutorial sobre o assunto. Só não se deixe enganar por técnicos que queiram levar seu HD velho embora depois do upgrade... é perfeitamente normal deixar os dois (ou três, quatro...) instalados juntos, para somar suas capacidades.
Mais um detalhe: o padrão ATA e os sistemas operacionais evoluíram ao longo do tempo para permitir o aumento da capacidade dos discos. Em computadores muito antigos ou que estejam rodando sistemas ultrapassados, pode não ser possível acessar toda a capacidade de um HD atual. Às vezes uma atualização no software da placa-mãe resolve, mas nem sempre. Se o seu PC é muito velho, consulte o manual da placa.
Vídeo também pode ajudar
Existem duas principais situações em que a compra de uma placa de vídeo pode deixar seu computador mais rápido: se a atual é “on-board”, integrada a uma placa mãe não muito nova, ou se você gosta de games ou raros aplicativos 3D. Esta última tende a mudar com o lançamento do Windows Vista, cuja interface poderá ser toda 3D e se beneficiar do poder de processamento de uma placa parruda, mas até então, as superplacas de centenas de dólares só fazem diferença mesmo para quem joga.
Já quando o seu vídeo atual é “on-board”, o ganho de desempenho pode compensar o investimento em uma plaquinha dedicada das mais simples, na casa dos R$ 100. Usá-la permite desabilitar o vídeo da placa-mãe, economizando processamento (nos modelos mais antigos) ou memória RAM (em todos). E você ainda terá gráficos melhores nos mapas do Google Earth!
Para escolher uma placa de vídeo, é importante saber qual o tipo de “slot” disponível na sua placa mãe. Nos micros do passado, as placas de vídeo podiam ser ISA, VESA (ou VLB) e, finalmente, PCI. Atualmente, o mercado se divide entre as AGP e as PCI-Express, de maior desempenho. Todo micro moderno tem slots PCI capazes de acomodar placas bem simplórias, mas se você quiser algo melhor, terá que verificar se o seu aceita AGP ou PCI Express.
Em tempo: muitas vezes é possível melhorar o desempenho de um computador sem precisar lançar mão da chave de fenda, otimizando apenas o software. Confira nosso tutorial do XP Smoker e comprove por si mesmo! Ah, e se o “paciente” for um portátil, a dica é o tutorial sobre upgrade de notebooks.
Friday, November 17, 2006
Milton Friedman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, morre aos 94

16/11/2006 - 16h22
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da Folha Online
Milton Friedman, 94, morto nesta quinta-feiraLíder da conservadora Escola de Chicago de Economia, o nome de Milton Friedman é associado às teorias "monetaristas", que consideram que a inflação pode ser controlada quase que exclusivamente pela oferta de moeda.O economista ganhou o Nobel com seus trabalhos sobre o papel do dinheiro na inflação e o uso da política monetária, além das pesquisas a respeito de políticas de estabilização econômica."Os economistas (...) têm, já por um longo tempo, ignorado quase totalmente o significado do dinheiro e da política monetária na análise dos ciclos de negócios e inflação", dizia o comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia da época em que Friedman ganhou o prêmio."O debate sobre as teorias de Friedman levaram a uma revisão das políticas monetárias perseguidas pelos bancos centrais --em primeiro lugar, nos EUA. É muito raro para um economista obter tamanha influência, direta e indiretamente, não só na pesquisa como na política", afirmava o comunicado.Associado à polêmica frase "Não há almoço grátis", o economista mais tarde afirmou que não a inventou, apesar de tê-la escrito em coletânea de artigos na revista "Newsweek". "Prefiro [ficar conhecido por] uma [frase] que eu realmente inventei e que acho que é particularmente apropriada a esta cidade [Washington]: 'Ninguém gasta melhor o dinheiro de outra pessoa como gasta o seu próprio'", disse. "O oposto [de "Não há almoço grátis"] é "As melhores coisas da vida são grátis", comentou Friedman.As idéias de Friedman influenciaram diversos políticos. Nas décadas de 70 e 80, um grupo de economistas que estudaram na Universidade de Chicago --apelidados de "Chicago Boys"-- ocuparam importantes cargos no governo do ditador Augusto Pinochet no Chile e ajudaram-no em um programa de privatizações e a diminuir a inflação galopante do país.Friedman fez parte do Comitê de Política Econômica de Ronald Reagan no início dos anos 80, foi consultor da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e apoiou a malsucedida tentativa de reforma da Previdência de George W. Bush.Vida e obraO economista nasceu no dia 31 de julho de 1912, em uma família judia no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York. Seus pais vieram da cidade de Beregovo, na região da Transcarpácia, na Ucrânia. Obteve seu PhD na Universidade Columbia em 1946 e foi professor de economia na Universidade de Chicago entre 1946 e 1976.Desde 1977 era afiliado à Hoover Institution, na Universidade Stanford.Em 1988, recebeu a Medalha da Liberdade --maior honraria concedida a um civil dos EUA em reconhecimento a excepcionais serviços prestados à nação. Também foi agraciado, no mesmo ano, com a Medalha Nacional da Ciência. Recebeu distinções de universidades nos Estados Unidos, Japão, Israel e na Guatemala.Foi presidente da Associação Econômica Americana e da Associação Econômica Ocidental e membro da Sociedade Filosófica Americana e da Academia Nacional de Ciências. Ele publicou dezenas de livros e artigos. Os mais famosos são: "A Theory of the Consumption Function [Uma Teoria da Função do Consumo]"; "The Optimum Quantity of Money and Other Essays [A Melhor Quantidade de Dinheiro e Outros Ensaios]"; "A Monetary History of the United States [Uma História Monetária dos Estados Unidos]"; "Monetary Statistics of the United States [Estatísticas Monetárias dos Estados Unidos]" e "Monetary Trends in the United States and the United Kingdom [Tendências Monetárias nos Estados Unidos e no Reino Unido]". Os três útlimos foram escritos junto com A. J. Schwartz.Tinha, ainda, uma extensa produção em políticas públicas, sempre com ênfase nas liberdades individuais. Sobre esse assunto, escreveu, entre outros, "Capitalism and Freedom [Capitalismo e Liberdade]", com Rose D. Friedman; "Bright Promises, Dismal Performance [Promessas Brilhantes, Desempenhos Tristes]" com Rose D. Friedman; "Free to Choose [Livre para Escolher]"; e "Tyranny of the Status Quo [Tirania do Status Quo]".Friedman e sua mulher, Rose, tiveram dois filhos, Janet and David, quatro netos e três bisnetos.Leia mais
Confira a repercurssão da morte de Milton Friedman
Monetarista, Milton Friedman liderou a conservadora Escola de ChicagoEspecial
Leia o que já foi publicado sobre Milton Friedman
Tuesday, November 14, 2006
Educação Financeira também empobrece
Monday, November 13, 2006
A massacrante felicidade dos outros
Martha Medeiros
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento"
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser.
Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.
Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores."Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, isso vale ser incluído na nossa biografia.
Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
(Martha Medeiros, gaúcha, 44 anos, Jornalista, poeta e gente fina).
Wednesday, November 08, 2006
A maravilhosa economia cubana: ainda chegaremos lá!
Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006
Ao contrário do que meus alunos (e leitores) pensam, sou um grande admirador da economia e política cubanas. Hoje, por exemplo, li no “O Estado de São Paulo”, uma tradução de matéria do “The Washintgon Post” sobre a ilhota favorita dos militantes esquerdistas do Brasil. O tema? A economia clandestina de Cuba. Um trecho, em especial, merece ser transcrito.
“A próspera economia clandestina funciona como um bolsão de capitalismo, guiado pela oferta e pela procura, no único Estado comunista do Hemisfério Ocidental. Observadores dizem que ela pode ser precursora de um movimento rumo a uma economia de mercado, que poderia se acelerar depois da morte do presidente Fidel Castro; por outro lado, afirmam eles, o mercado negro pode ser simplesmente um subproduto de um sistema que recompensa quem é esperto e tem boas relações”. [O Estado de São Paulo, 29.10.2006, p.A15]
O final do parágrafo é fascinante: quem é “esperto” e “tem boas relações” prevalece sobre quem é mais eficiente, impessoal. É exatamente o problema que Gary Becker chama de “crony capitalism”, um misto de economia de mercado com incentivos que privilegiam as relações com os donos do poder político às relações com os consumidores. Neste tipo de regime, diz Becker, os consumidores perdem mais em bem-estar do que em um mercado competitivo. Não é difícil ver o porquê, embora muita gente goste de tapar o sol da evidência com uma grossa peneira ideológica.
Muitos “formadores de opinião” (acadêmicos, jornalistas, artistas, etc) são os mais entusiasmados defensores deste capitalismo de padrinhos. O discurso é mais ou menos assim: se um sujeito se preocupa com sua felicidade - o (mal)dito “individualismo” - é um decrépito, safado. Já um que leve em conta as relações pessoais é “mais humano”. Por exemplo, se um sujeito pretende vender pipocas a um preço mais baixo, ele é, na opinião de alguns destes formadores, um egoísta/individualista. Por outro lado, se ele montar um cartel com outros pipoqueiros para aumentar o preço da pipoca, diz-se que tem “preocupação social”. Sei que o leitor pode achar isto um exagero, mas o raciocínio é exatamente este. A questão é que alguns formadores de opinião só se utilizam de alguns exemplos, ignorando os que mostram a inconsistência de seu - absurdo - argumento.
Mas continuando em minha admiração pela ilhota, podemos pensar em outro exemplo, adaptado à nossa realidade tropical, tupiniquim e - por que não? - selvagem.
Um governo que aumenta sua participação na economia, segundo um dito “pensamento convencional” (também conhecido como lógica matemática elementar, pouco familiar aos militantes das causas ideológicas…), automaticamente diminui a participação do setor privado na mesma. Isto quer dizer que há mais padrinhos do que apadrinhados ou que as regras para os não-apadrinhados podem estar em processo de progressiva complexificação. Em outras palavras, fica cada vez mais difícil para um sujeito que deseja trabalhar como empresário não recorrer aos burocratas, senhores das leis e da arrecadação. Se as amarras legais ao poder dos burocratas não surtem efeito, a situação pode inclusive ser pior para os burocratas honestos (eles existem, obviamente, tanto quanto os empresários desonestos). Isto porque brigas políticas são constantes no setor público. No setor privado, claro, isto também existe, mas o preço a ser pago é mais alto: perde-se o emprego. No setor público, funcionários que erram ou sabotam políticas públicas nem sempre são punidos.
A economia brasileira pode alcançar o grau de ineficiência de sua similar cubana sem mudar seu sistema econômico para o tal “socialismo”? Pode. Basta manter instituições ruins e contar com formadores de opinião de má qualidade. Ao ler os jornais, vejo que o caminho da servidão continua sendo eficientemente pavimentado por muitos de meus compatriotas, alguns ingênuos, outros mal-intencionados. Dá vontade de dizer, em alto e bom tom: “Brasil, amo-o e, por isto, deixo-o”. A depressão é muita para um indivíduo só e, nestas horas, a tal sociedade nunca vem em meu socorro. Sobra só o indivíduo, sozinho, com seus problemas…
arquivado em Economia.
Prezado Professor, o Sr. está com toda razão…
“Não há dúvida de que a segurança adequada contra as privações, bem como a redução das causas evitáveis do fracasso e do descontentamento que ele acarreta, deverão constituir objetivos importantes da política do governo. Mas , para que essas tentativas sejam bem-sucedidas e não destruam a liberdade individual, a segurança deve ser proporcionada paralelamente ao mercado, deixando que a concorrência funcione sem obstáculos.”(F.A.von Hayek / citação)
Tuesday, November 07, 2006
Sunday, October 15, 2006
O quarto poder

Friday, September 22, 2006
Quarta-feira, 20 de setembro de 2006.
Espaço Aberto, pág. A-2.
O Poder dos Reemergentes
MARCOS S. JANK
Os países emergentes já somam mais da metade do PIB mundial em paridade do poder de compra, ultrapassando os países desenvolvidos. Além disso, eles contam com 83% da população, consomem 54% da energia, detêm 70% das reservas financeiras e 43% das exportações (ante apenas 20% em 1970).
A edição desta semana da revista The Economist traz um ótimo relatório sobre o novo poder dos emergentes, que prova que o mundo deixou de ser uni ou bipolar e vai ficando cada vez mais multipolar. O relatório começa por corrigir uma imprecisão histórica: o termo 'emergentes' seria incorreto e, a rigor, deveria ser substituído por economias 'reemergentes', já que o grupo de países em questão ficou fora dos holofotes durante apenas um curto período de 180 anos, entre a revolução industrial européia e o final da década passada. Durante oito séculos, entre os anos 1000 e 1820, os hoje reemergentes, principalmente na Ásia, controlaram 80% da riqueza mundial!
A reemergência dos emergentes é o maior fenômeno deste início de milênio. Nos últimos cinco anos eles cresceram 7% ao ano, ante apenas 2,3% dos países ricos, taxas que se devem manter no próximo qüinqüênio. O crescimento sustentado desses países decorre de amplas reformas internas: abertura comercial, atração de capital externo, aumento da competição, dos investimentos e da produtividade dos fatores, rápida integração nas cadeias produtivas globais, aproveitamento das tecnologias de informação, etc. Mais de 1 bilhão de novos consumidores destes países vão ingressar no mercado global de consumo na próxima década. A Goldman Sachs estima que China, Índia, México, Rússia e Brasil estarão entre as dez maiores economias do mundo em 2040 e serão, juntos, maiores que o atual G-7.
Contudo, um dos grandes equívocos da atualidade é tentar agrupar os emergentes num suposto 'bloco' que se estaria contrapondo aos países desenvolvidos. Ocorre que eles formam um grupo extremamente heterogêneo de países, muito menos unidos do que Europa e EUA foram nos últimos 150 anos. O agrupamento do mundo 'emergente' serve apenas como uma referência conceitual da completa redefinição da divisão internacional do trabalho, do comércio, dos investimentos, do poder de compra dos consumidores, do uso de recursos naturais e da inovação que está em andamento. Este grupo de países está 'redesenhando' todos os mapas mundiais - econômicos, políticos, sociais, tecnológicos, etc. A regra, porém, é cada um por si.
É obvio que a trajetória futura dos emergentes não será um mar de rosas rumo ao nirvana da prosperidade. Há graves problemas a serem solucionados por estes países, como a crescente disparidade entre as rendas urbana e rural, as imensas desigualdades regionais que se estão formando internamente, já gerando protestos e forte pressão migratória, principalmente na China e na Índia. Há também riscos de crises bancárias, de aumento do protecionismo mundial e de agravamento dos problemas de infra-estrutura e ambientais. Os EUA possuem hoje 150 milhões de carros, 50 para cada 100 habitantes. Em 2040, China e Índia terão 750 milhões de carros (26 carros para cada 100 habitantes, comparados com apenas 2 atualmente). Imagine-se o gasto potencial de combustíveis e os congestionamentos!
Na semana passada, participei de uma conferência do Centro para a Inovação na Governança Internacional no Canadá, na qual se discutiu a emergência dos BRICSAM e a necessidade de reformar as instituições multilaterais (ONU, FMI, Banco Mundial, OMC). BRICSAM é a sigla em inglês que se criou para representar o conjunto dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) mais África do Sul, países da Asean (principalmente Malásia, Tailândia, Indonésia e Filipinas) e México. A definição ampliada busca corrigir a insuficiência do conceito original dos BRICs, agregando outros emergentes que têm grandes populações e mostram altas taxas de crescimento.
No grupo ampliado, a liderança do crescimento fica nas mãos da China (8,6% ao ano na última década), seguida por Índia (6%), países da Asean (4%), Rússia (3%), México (2,7%) e, na rabeira, o Brasil, com míseros 2,4% ao ano de crescimento entre 1995 e 2004.
O professor Marcelo de Paiva Abreu, da PUC-Rio, apresentou uma ótima palestra sobre o papel do Brasil nos BRICs, tentando responder à indagação shakespeariana 'Brazil: to be or not to be a BRIC?'. Marcelo mostrou que, além do crescimento medíocre, o País se posiciona abaixo da média dos BRICs na sua capacidade de poupar e investir, na alta carga tributária, nos elevados gastos públicos e no custo da dívida interna. O Brasil iguala a média dos BRICs na estabilidade inflacionária e em alguns indicadores sociais e supera a média dos parceiros em recursos naturais, PIB per capita, solidez democrática, relações pacíficas com países vizinhos e outros. Ele conclui afirmando que, se o Brasil não conseguir crescer mais, corre o risco de ser brevemente descartado da lista dos BRICs.
Nossa única solução para continuarmos integrando o seleto grupo das melhores economias emergentes é o aprofundamento das reformas domésticas (previdenciária, fiscal, trabalhista), a melhoria das instituições (principalmente nos campos político e jurídico), o crescimento da concorrência e da produtividade (evitando a falsa solução do protecionismo e do isolamento) e o investimento consistente em bens públicos (segurança, infra-estrutura, educação e saúde). A dicotomia clássica entre países do Primeiro e do Terceiro Mundo ou países do Norte e do Sul já perdeu o sentido. Neste início de milênio o mundo se divide entre os que estão conseguindo acompanhar a velocidade da globalização com reformas internas profundas, macro e microeconômicas, e os que estão comendo poeira, contemplando passivamente o sucesso de seus ex-companheiros subdesenvolvidos.

Aprenda o mais simples!
Para aqueles cuja hora chegou
Nunca é tarde demais!
Aprenda o ABC; não basta, mas
Aprenda! Não desanime!
Comece! É preciso saber tudo!
Você tem que assumir o comando!
Aprenda, homem no asilo!
Aprenda, homem na prisão!
Aprenda, mulher na cozinha!
Aprenda, ancião!
Você tem que assumir o comando!
Frequente a escola, você que não tem casa!
Adquira conhecimento, você que sente frio!
Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.
Você tem que assumir o comando. Não se
envergonhe de perguntar, camarada!
Não se deixei convencer
Veja com seus olhos!
O que não sabe por conta própria
Não sabe.
Verifique a conta
É você que vai pagar.
Ponha o dedo sobre cada item
Pergunte: O que é isso?
Você tem que assumir o comando.
(Bertolt Brecht)
Thursday, September 21, 2006
Cultura Gratuita

DIVULGUE, POR
Imagine um lugar onde você pudesse ler gratuitamente todas as obras do Machado de Assis, obras
Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, ou onde você pudesse escutar gratuitamente uma música em MP3 de alta qualidade.
Pois o Ministério da Educação disponibiliza tudo isso. Basta acessar o site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de Literatura em língua portuguesa há 732 obras e estão pensando em findar o projeto por desuso, já que o nível de acesso é muito pequeno!
Por favor, repasse a todos os seus amigos, para que esta excelente iniciativa não pare e continue a crescer.


